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quarta-feira, 18 de junho de 2014

ROTEIRO PARA ACOMPANHAMENTO DO FILME FÁBRICA DE LOUCURAS


SOCIOLOGIA


1- Analise a situação do grupo de moradores da cidade de Hadleyvilleapós o fechamento da fábrica de automóveis que movimentava a economia local.


2- Como podemos analisar a atitude de Hunt Stevenson diante da situação do desespero das famílias que dependiam dos empregos gerados pela indústria?


3- Logo nos primeiros dias de parceria surgem muitos problemas principalmente relacionados às diferenças históricas e culturais entre japoneses e norte-americanos. Que diferenças são essas? Elas foram superadas? As diferenças históricas e culturais são necessariamente negativas?


4- Com o desenrolar do filme percebemos que os funcionários americanos têm dificuldades de se adaptar ao estilo toyotista, o que os deixa insatisfeitos. Por outro lado, os empresários japoneses acumulam prejuízos pela baixa produtividade e resolvem abandonar a empreitada. Como você interpreta essa situação?


5- O filme assistido mostra inicialmente como a indústria se tornou importante no século XXI. Dela dependem outros serviços básicos e a quantidade de empregos gerados por ela é considerável. Como você analisa esta questão à luz do que estudamos em nossas aulas acerca do tema?


FILOSOFIA


1- O filme mostra o choque entre dois sistemas produtivos e as culturas de trabalho por eles criadas. Observe as seguintes características e comente as diferenças utilizando-se do referencial filosófico desenvolvido nas aulas que tivemos sobre a temática


a) Método de trabalho


• Norte americana – os funcionários exercem sempre a mesma função e a produção independe da demanda. Linhas de montagem.


• Japonesa – sistema flexível onde a produção é regulada pela demanda e há menor desperdício. Ilhas de produção.


b) Direitos e deveres dos trabalhadores

• Norte americana – Direito de dispensa em ocasiões especiais e dever de realizar a sua função no processo produtivo


• Japonesa – Direito de fazer parte da equipe e dever de garantir a produtividade e a qualidade do processo.


c) Produtividade do trabalho


• Norte americana – Alta para manter os custos menores.


• Japonesa - Muito alta com estoques mínimos.


d) Qualidade da produção


• Norte americana – baixa.


• Japonesa - alta.


e) Hierarquia


• Norte americana – Pouco rigorosa e importante para manutenção da ordem.


• Japonesa - Rigorosa e de extrema importância.


f) Paradigma produtivo


• Norte americana – Fordismo.


• Japonesa – Toyotismo.



2- Faça uma reflexão acerca das principais influências que mutuamente existiram a partir das relações entre as duas culturas, apontando os possíveis ganhos e prejuízos para as partes envolvidas.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

PLANO DE DISCUSSÃO FILOSÓFICA



O QUE SÃO PALAVRAS?

“Palavras não são más,palavras não são quentes, palavras são iguais, sendo diferentes”.
Titãs
A partir das questões a seguir elabore um conjunto de reflexões procurando ir além da resposta automática, oferecendo a cada resposta argumentos que sejam capazes de sustentar filosoficamente sua resposta.

1-    Como você interpreta o fragmento da música dos Titãs?
2-    Como  seriam os seres humanos se as palavras não existissem?
3-    Que relação existe entre os seres humanos e as palavras?
4-    Se não existisse a palavra, existiria o ser humano? Por quê?
5-    Poderíamos inventar novas palavras para todas as coisas? O que aconteceria se fizéssemos isso?
6-    Existem palavras para as quais não há coisas correspondentes?
7-    Existem coisas para as quais não há palavras  correspondentes?
8-    As palavras existem quando não são utilizadas?
9-    Seria possível abrir mão do uso das palavras?
10- Uma palavra  pode nomear mais de uma coisa ao mesmo tempo?
11- Uma coisa pode ser nomeada por diferentes palavras?
12- Qual a relação entre palavra e pensamento?
13- Qual a relação entre palavra e realidade?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

TRABALHO COMPLEMENTAR - FILOSOFIA 2º ANO


ATIVIDADE COM  O FILME NELL
No filme Nell  lançado em 1994, uma jovem, interpretada pela  atriz Jodie Foster, é encontrada numa casa em meio a uma floresta. Nell cresceu isolada do mundo, tendo contato apenas com sua mãe doente. Depois do falecimento de seu único laço de contato com a humanidade, Nell passou a viver sozinha aproximando-se dos animais.o médico que encontra a jovem constata que ela se expressa em um dialeto próprio. Intrigado com a descoberta e, ao mesmo tempo, encantado com a inocência e pureza da moça, ele tenta ajudá-la a se integra na sociedade.  
Muitas cenas do filme mostram situações importantes para a  comunicação interpessoal: a dificuldade de compreensão da linguagem do outro;emoções comuns; preconceitos sociais; linguagem corporal; entre outros. Com base no filme assistido Identifique cenas em que Nell demonstra por meio de sua linguagem corporal as emoções abaixo. Para cada uma dessas emoções, compare os diferentes tipos de atitudes e mudanças ocorridas nos gestos, na voz, na expressão facial e no movimento dos olhos, relacionando esses fatores aos aspectos que comprometem ou auxiliam na comunicação entre os indivíduos.


1. Medo.
2. Confiança
.3. Surpresa.
4. Raiva.
5. Repulsa.

6. Felicidade.
7. Tristeza.
8. Tolerância.
9. Cumplicidade.
10. Ajuda mútua.



Obs.   A quantidade de itens escolhida deverá ser de acordo com a pontuação de cada um de vocês estiver precisando para completar a nota que faltou em relação à gincana de raciocínio lógico. Assim, por exemplo,  quem ficou com cinco pontos, deverá escolher cinco itens para fazer seu comentário. Lembre-se de que o que está sendo avaliado é a sua capacidade argumentativa para defender uma determinada posição.  Cuide para que  sua  resposta seja feita de forma pessoal, evitando cópias da NET e dos seus colegas para não comprometer  a sua nota.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

SÓCRATES - O MESTRE QUE DESAFIOU O HOMEM A SE CONHECER

Para o pensador grego, só voltando-se para si mesmo o homem chega à sabedoria e se realiza como pessoa
O pensamento do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) marca uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo baseada na observação das forças da natureza. Com Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo. Como diria mais tarde o pensador romano Cícero, coube ao grego “trazer a filosofia do céu para a terra” e concentrá-la no homem e sua alma, a psique. A preocupação de Sócrates era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem.
Nessa empreitada de colocar a filosofia a serviço da formação do homem, Sócrates não estava sozinho. Pensadores sofistas, os educadores profissionais da época, igualmente se voltavam

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O MUNDO COMO VONTADE DE REPRESENTAÇÃO



Schopenhauer nos apresenta a sua idéia de mundo na sua extensa obra chamada O mundo como vontade de representação (1818). O mundo em Schopenhauer é vontade, e vontade se faz representação, representação é uma vontade disfarçada na individuação. É nessa dinâmica que a vida como sendo sofrimento e dor deve ser entendida, ao contrário de ser mera ofensividade.
A representação é o mundo tal como nos aparece na sua multiplicidade, porém, essa multiplicidade representativa que o homem cria, é organizada e articulada no espaço e no tempo. Surge ai dois princípios: o princípio da individuação e o de razão. O princípio da individuação nos remete ao que Schopenhauer concebe como sendo espaço e tempo, em suas formas de individuação e multiplicidade onde os fenômenos ocorrem. Por princípio da razão, o filósofo entende
o caráter explicável que nós damos aos fenômenos que se sucedem no espaço-temporal. Ressalta importante a fazer é que a razão para Schopenhauer não é revestida do tradicionalismo filosófico socrático-cartesiano. A razão é mera ilusão; embora as representações do mundo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A RAZÃO É SUPREMA

A RAZÃO É SUPREMA

A racionalidade não é tudo. Há muitos setores da vida a que ela não tem acesso. Os maiores mistérios da existência estão além de seu alcance. Ainda assim, nossa razão é a melhor faculdade de que dispomos para salvaguardar nossa integridade.
Grande parte das pessoas não compreende o uso correto de argumentos por inferência nem conhece lógica, e por isso sua conduta é irregular, confusa, levada pelos impulsos ou por modismos, o que faz com que se desorientem facilmente.
Pensar com clareza não é uma arte sem sacrifícios. A função da razão é testar criticamente nossas conjecturas, nossa interpretação. A razão não é um fim, mas um instrumento indispensável.
As perguntas são os motores da razão. Portanto, você precisa aprender como formular perguntas com mais sensatez do que com emoção. Quando sua capacidade de pensar com clareza está comprometida, sua vida moral pode tornar-se imprecisa e equivocada.
A razão é capaz de distinguir o erro da verdade e uma verdade profunda de uma verdade superficial. Os sinais que indicam bom raciocínio são a clareza, a coerência, o rigor, a precisão das definições e a ausência de ambigüidade.
Exercite o quanto antes a sua capacidade de pensar com clareza para poder entrar confiante em qualquer discussão complexa e não ser confundido por ela.

EPITECTO

OS MESTRES DO PENSAMENTO

OS SOFISTAS

No século V a.C., Atenas vivia o auge de um regime de governo no qual os homens livres decidiam os interesses comuns a todos os cidadãos. Em outras palavras, eles determinavam, em discussões públicas, como a cidade deveria ser administrada. Era considerado cidadão o homem que possuísse alguma propriedade ( uma casa, pelo menos), que tivesse escravos, e que não fosse estrangeiro. Ou seja, nem todos participavam das decisões públicas; as mulheres, por exemplo, eram excluídas. Esse regime de governo era a democracia ateniense que, embora não garantisse os mesmos direitos para todas as pessoas, representou uma importante mudança no modo de ver o mundo, pois tinha como fundamento a idéia de que o homem tem soberania sobre seu destino.
As propostas que os cidadãos atenienses defendiam publicamente eram feitas por meio de discursos proferidos na ágora . Para obter a aprovação da maioria, esses pronunciamentos deveriam conter argumentos sólidos e persuasivos: falar bem e de modo convincente era considerado, portanto, um dom muito valioso. Por isso, havia cidadãos que procuravam aperfeiçoar sua habilidade de discursar, a fim de melhor convencer os outros. A necessidade de se expressar bem, juntamente com a importância que foi dada ao individuo, naquele período concebido como o senhor de seu destino, favoreceu o surgimento de um grupo de filósofos chamados sofistas , que dominavam a arte da oratória, isto é, o uso habilidoso da palavra. Esses filósofos eram originários de diferentes cidades e viajavam pelas póleis governadas da mesma forma democrática, especialmente Atenas, onde discursavam em público e ensinavam sua arte em troca de pagamento.
Os sofistas, entretanto, não foram somente professores, mas também estabeleceram uma corrente de pensamento própria. Sua preocupação filosófica se voltava para o homem e a vida em sociedade; as questões que ocuparam os pré-socráticos, dirigidas para a natureza e a essência do universo, foram colocadas em segundo plano.
Alguns pensadores sofistas foram Górgias (483? – 376 a.C.), Hípias (século V a.C.) e Protágoras
(485? – 410? a.C.) , a quem se atribui uma famosa frase: “ O homem é a medida de todas as coisas” .
Para os sofistas, tudo devia ser avaliado segundo os interesses do homem e de acordo com a forma como este vê a realidade social. Isso significa que, segundo essa corrente de pensamento, as regras morais, as posições políticas e os relacionamentos sociais deveriam ser guiados conforme a conveniência individual. Para esse fim, qualquer pessoa poderia se valer de um discurso convincente, mesmo que falso ou sem conteúdo. Os sofistas usavam, de fato, complicados jogos de palavras velhas, trocadilhos, raciocínios sem lógica, todos os recursos do discurso para demonstrar a “verdade” daquilo que se pretendia alcançar. Esse tipo de argumento ganhou o nome de sofisma.
Segundo a sofistica, o que importava para o ser humano era obter prazer com a satisfação de seus instintos, de seus desejos individuais. Assim, até mesmo dominar outros cidadãos seria justificado, se isso gerasse alguma vantagem pessoal.
Em resumo, a sofistica, destruía os fundamentos de todo conhecimento, já que tudo seria relativo e os valores seriam subjetivos, assim como impedia o estabelecimento de um conjunto de normas de comportamento que garantissem os mesmos direitos para todos os cidadãos da pólis.
Foi nesse contexto que surgiu um pensador cuja doutrina se opunha profundamente a sofistica: Sócrates.

QUESTÕES PARA REFLEXÃO
1- Em contraste com o período pré-socrático, marcado por reflexões cosmológicas, qual foi a grande característica do período sofista?
2- Caracterize os sofistas. Qual o objetivo básico de suas lições?
3- Qual a concepção de mundo contida nas célebres palavras de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas” ? Explique. Comente.
4- Nos dias de hoje, seria aplicável a distinção entre doxa (opinião) e epistéme ( conhecimento)? Haveria filodoxos (amantes da opinião) e filósofos (amantes do saber)? Explique.
5- Se todos os cidadãos buscassem somente os seus interesses individuais, conforme recomendava a sofística, o que aconteceria na pólis em termos de sua organização? O que significaria a vida pública para o homem que estivesse apenas interessado em seu próprio proveito?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A LINGUAGEM


“A linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros. Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas. Enfim, a linguagem pode ser cosmético, maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras. A linguagem pode ser conhecimento-comunicação, mas também pode ser encantamento-sedução”.

Platão; Fedro