Na linguagem bíblica, a idéia de trabalho está relacionada à maldição divina, como castigo decorrente do pecado original, “Ganharás o teu pão com o suor do teu rosto” (Gênesis III, 19), também se relaciona com o pensamento de que aquele que não contribui com seu trabalho não tem direitos, uma vez que, “se alguém não quiser trabalhar não coma também.” (II Tessal, 3, 8-10). É por meio de um esforço doloroso que o homem sobrevive na natureza. Mesmo assim, o homem continua totalmente dependente de Deus, “pois sem ele todo esforço não dá nenhum resultado” (Sl. 127, 1). O trabalho
Mural do Conhecimento
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
TEÓRICOS DO ESTADO NACIONAL ABSOLUTISTA
Para justificar e legitimar o Estado Nacional absolutista, muitos monarcas passaram a basear-se em teorias de pensadores políticos. Veja o que estes homens pensavam:
Nicolau Maquiavel (1469-1527), em sua obra O príncipe (1513), procurou demonstrar como um soberano deveria agir e que recursos deveria empregar para conquistar e manter o poder, afirmando que "os fins justificam os meios";
Thomas Hobbes (1588-1679), em sua obra Leviatã (1651), afirmava que o poder absoluto do rei derivava de um “contrato social” que os homens
Nicolau Maquiavel (1469-1527), em sua obra O príncipe (1513), procurou demonstrar como um soberano deveria agir e que recursos deveria empregar para conquistar e manter o poder, afirmando que "os fins justificam os meios";
Thomas Hobbes (1588-1679), em sua obra Leviatã (1651), afirmava que o poder absoluto do rei derivava de um “contrato social” que os homens
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História 2ª Série
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
SÓCRATES - O MESTRE QUE DESAFIOU O HOMEM A SE CONHECER
Para o pensador grego, só voltando-se para si mesmo o homem chega à sabedoria e se realiza como pessoa
O pensamento do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) marca uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo baseada na observação das forças da natureza. Com Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo. Como diria mais tarde o pensador romano Cícero, coube ao grego “trazer a filosofia do céu para a terra” e concentrá-la no homem e sua alma, a psique. A preocupação de Sócrates era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem.
Nessa empreitada de colocar a filosofia a serviço da formação do homem, Sócrates não estava sozinho. Pensadores sofistas, os educadores profissionais da época, igualmente se voltavam
O pensamento do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) marca uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo baseada na observação das forças da natureza. Com Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo. Como diria mais tarde o pensador romano Cícero, coube ao grego “trazer a filosofia do céu para a terra” e concentrá-la no homem e sua alma, a psique. A preocupação de Sócrates era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem.
Nessa empreitada de colocar a filosofia a serviço da formação do homem, Sócrates não estava sozinho. Pensadores sofistas, os educadores profissionais da época, igualmente se voltavam
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Filosofia 2ª série
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O QUE É TRABALHO?
Parece tarefa fácil definir o que significa o termo trabalho. Entretanto, quando nós iniciamos essa atividade, percebemos a complexidade do conceito, que pode ser visto sob vários prismas e adquirir significados diversos, desde o uso cotidiano, quando se fala “o trabalho da máquina escavadeira” ou “a mulher entrou em trabalho de parto,” até explicações filosóficas, que procuram entender as dimensões do trabalho para o homem e para a vida em sociedade.
A própria palavra trabalho não é algo que tenha uma definição clara. Em quase todas as línguas européias existem mais de uma definição, em grego tem uma denominação para esforço e outra para fabricação. Em latim existe a separação entre labore, a ação, e operare, que corresponde à obra. Em outras línguas existem pelo menos duas denominações ligadas à realização de um trabalho, por exemplo, em francês existe a diferença entre travaillere e ouvrer; trabajar e obrar em espanhol como no inglês labour e work.
Em nossa língua, a palavra trabalho originou-se do latim tripalium, que era um instrumento agrícola utilizado pelos romanos para bater o trigo, as espigas de milho ou o linho. Com o tempo, tripalium foi relacionado com instrumento de tortura, juntamente com o verbo Tripaliare, que significa torturar. Desta forma, em português, a palavra originou-se vinculada às idéias de padecimento, sofrimento, esforço, laborar e obrar.
Na Filosofia, o conceito de trabalho é visto como a expressão das forças espirituais ou corporais em atividade, tendo em vista um fim que deve ser alcançado. Mesmo que não se produza nada imediatamente visível (trabalho intelectual) como um resultado exteriormente perceptível, um produto ou uma mudança de estado (trabalho corporal), pode existir uma separação entre o trabalho intelectual e o braçal, e essas duas formas de trabalho encaixam-se nesta definição. Mas será que podemos separar trabalho intelectual e trabalho corporal? O pedreiro não utiliza inteligência e raciocínio para erguer uma parede de tijolos? O escritor não tem desgaste físico ao escrever um livro? Para pensadores, como Karl Marx (1818-1883), é por meio do trabalho que o homem modifica a natureza e o mundo para satisfazer as necessidades humanas (pessoais ou sociais) e assim transformar a natureza em objetos de cultura, ou seja, ao mesmo tempo em que a natureza é transformada, o mesmo ocorre com o homem. Saibamos que, para os filósofos que compartilham do pensamento de Marx, o que distingue o trabalho humano do dos animais é que naquele há consciência e intencionalidade, enquanto os animais trabalham por instinto, sem consciência. Outra característica do trabalho humano é que ele expressa a liberdade humana, visto que não podemos ser programáveis como um robô, podemos realizar as tarefas de formas variáveis e até nos realizarmos nelas.
Desta forma, na linguagem diária não parece haver diferenças quando utilizamos este termo ou conceito, é na linguagem científica que os significados tornam-se mais complexos.
Documento 1
Antes de tudo e um processo entre o homem e a Natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a Natureza. Ele mesmo se defronta com a matéria natural como uma forca natural. Ele põe em movimento as forcas naturais pertencentes a sua corporalidade, braços e pernas, cabeça e mão, a fim de apropriar-se da matéria natural numa forma útil para sua própria vida. Ao atuar, por meio desse movimento, sobre a Natureza externa a ele, ao modificá-la, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza. Ele desenvolve as potencias nela adormecidas e sujeita o jogo de suas forcas a seu próprio domínio.
Não se trata aqui das primeiras formas instintivas, animais, de trabalho.
O estado em que o trabalhador se apresenta no mercado como vendedor de sua própria força de trabalho deixou para o fundo dos tempos primitivos o estado em que o trabalho humano não se desfez ainda de sua primeira forma instintiva. Pressupomos o trabalho numa forma em que pertence exclusivamente ao homem. Uma aranha executa operações semelhantes as do tecelão, e a abelha envergonha mais de um arquiteto humano com a construção dos favos de suas colméias. Mas, o que distingue, de antemão, o pior arquiteto da melhor abelha e que ele construiu o favo em sua cabeça, antes de construí-lo em cera. No fim do processo de trabalho obtém um resultado que já no inicio deste existiu na imaginação do trabalhador, e, portanto, idealmente. Ele não apenas efetua uma transformação da forma da matéria natural: realiza, ao mesmo tempo, na matéria natural seu objetivo, que ele sabe que determina, como lei, a espécie e o modo de sua atividade e ao qual tem que subordinar sua vontade. E essa subordinação não e um acontecimento isolado. Além dos órgãos que trabalham, e exigida a vontade orientada a um fim, que se manifesta com atenção durante todo o tempo de trabalho, pelo próprio conteúdo e pela espécie e modo de sua execução, atrai o trabalhador, portanto, quanto menos ele aproveita, como jogo de suas próprias forcas físicas e espirituais. (MARX, 1985 [1867], pp. 149-150).
ATIVIDADE
1. Comente os aspectos do pensamento de Marx, presentes no documento 1, que contribuem para entendermos melhor o que e o trabalho. Quais as características do trabalho humano que este pensador destaca?
A própria palavra trabalho não é algo que tenha uma definição clara. Em quase todas as línguas européias existem mais de uma definição, em grego tem uma denominação para esforço e outra para fabricação. Em latim existe a separação entre labore, a ação, e operare, que corresponde à obra. Em outras línguas existem pelo menos duas denominações ligadas à realização de um trabalho, por exemplo, em francês existe a diferença entre travaillere e ouvrer; trabajar e obrar em espanhol como no inglês labour e work.
Em nossa língua, a palavra trabalho originou-se do latim tripalium, que era um instrumento agrícola utilizado pelos romanos para bater o trigo, as espigas de milho ou o linho. Com o tempo, tripalium foi relacionado com instrumento de tortura, juntamente com o verbo Tripaliare, que significa torturar. Desta forma, em português, a palavra originou-se vinculada às idéias de padecimento, sofrimento, esforço, laborar e obrar.
Na Filosofia, o conceito de trabalho é visto como a expressão das forças espirituais ou corporais em atividade, tendo em vista um fim que deve ser alcançado. Mesmo que não se produza nada imediatamente visível (trabalho intelectual) como um resultado exteriormente perceptível, um produto ou uma mudança de estado (trabalho corporal), pode existir uma separação entre o trabalho intelectual e o braçal, e essas duas formas de trabalho encaixam-se nesta definição. Mas será que podemos separar trabalho intelectual e trabalho corporal? O pedreiro não utiliza inteligência e raciocínio para erguer uma parede de tijolos? O escritor não tem desgaste físico ao escrever um livro? Para pensadores, como Karl Marx (1818-1883), é por meio do trabalho que o homem modifica a natureza e o mundo para satisfazer as necessidades humanas (pessoais ou sociais) e assim transformar a natureza em objetos de cultura, ou seja, ao mesmo tempo em que a natureza é transformada, o mesmo ocorre com o homem. Saibamos que, para os filósofos que compartilham do pensamento de Marx, o que distingue o trabalho humano do dos animais é que naquele há consciência e intencionalidade, enquanto os animais trabalham por instinto, sem consciência. Outra característica do trabalho humano é que ele expressa a liberdade humana, visto que não podemos ser programáveis como um robô, podemos realizar as tarefas de formas variáveis e até nos realizarmos nelas.
Desta forma, na linguagem diária não parece haver diferenças quando utilizamos este termo ou conceito, é na linguagem científica que os significados tornam-se mais complexos.
Documento 1
Antes de tudo e um processo entre o homem e a Natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a Natureza. Ele mesmo se defronta com a matéria natural como uma forca natural. Ele põe em movimento as forcas naturais pertencentes a sua corporalidade, braços e pernas, cabeça e mão, a fim de apropriar-se da matéria natural numa forma útil para sua própria vida. Ao atuar, por meio desse movimento, sobre a Natureza externa a ele, ao modificá-la, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza. Ele desenvolve as potencias nela adormecidas e sujeita o jogo de suas forcas a seu próprio domínio.
Não se trata aqui das primeiras formas instintivas, animais, de trabalho.
O estado em que o trabalhador se apresenta no mercado como vendedor de sua própria força de trabalho deixou para o fundo dos tempos primitivos o estado em que o trabalho humano não se desfez ainda de sua primeira forma instintiva. Pressupomos o trabalho numa forma em que pertence exclusivamente ao homem. Uma aranha executa operações semelhantes as do tecelão, e a abelha envergonha mais de um arquiteto humano com a construção dos favos de suas colméias. Mas, o que distingue, de antemão, o pior arquiteto da melhor abelha e que ele construiu o favo em sua cabeça, antes de construí-lo em cera. No fim do processo de trabalho obtém um resultado que já no inicio deste existiu na imaginação do trabalhador, e, portanto, idealmente. Ele não apenas efetua uma transformação da forma da matéria natural: realiza, ao mesmo tempo, na matéria natural seu objetivo, que ele sabe que determina, como lei, a espécie e o modo de sua atividade e ao qual tem que subordinar sua vontade. E essa subordinação não e um acontecimento isolado. Além dos órgãos que trabalham, e exigida a vontade orientada a um fim, que se manifesta com atenção durante todo o tempo de trabalho, pelo próprio conteúdo e pela espécie e modo de sua execução, atrai o trabalhador, portanto, quanto menos ele aproveita, como jogo de suas próprias forcas físicas e espirituais. (MARX, 1985 [1867], pp. 149-150).
ATIVIDADE
1. Comente os aspectos do pensamento de Marx, presentes no documento 1, que contribuem para entendermos melhor o que e o trabalho. Quais as características do trabalho humano que este pensador destaca?
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domingo, 25 de dezembro de 2011
COLOCAR TUDO EM PRATOS LIMPOS
O primeiro restaurante foi aberto na França em 1765. Estabeleceu-se desde o início que a conta seria paga após a pessoa comer, ao contrario do que depois veio a acontecer com os lanches rápidos. Quando o dono ou o garçom vinha cobrar a conta e o cliente ainda não havia feito a sua refeição, os pratos limpos eram a prova que ele nada devia. A expressão é uma metáfora na resolução de conflitos.
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É DE FECHAR O COMÉRCIO
Uma mulher de fechar o comércio é lindíssima e causa furor por onde passa. Embora o termo seja típico do Brasil, a origem da expressão não é do Brasil. O primeiro registro remonta ao século IV a.C. O registro diz que as lojas de Roma fecharam pela primeira vez após uma derrota militar. Esse costume perdurou por séculos e se tornou uma tradição em Portugal que acontecimentos importantes fossem motivos de fechar o comércio. Pelo Brasil, acredita-se que a expressão se popularizou com o sentido conhecido graças aos desfiles de moda realizados por lojas de roupas após o fim do expediente.
"De fechar o comércio"
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A PREÇO DE BANANAS
Usamos a frase "a preço de banana" quando encontramos um artigo com preço baixo, mas tão baixo, que nem dá vontade de pechinchar. Essa expressão remonta ao descobrimento do Brasil: quando chegaram no Brasil, os portugueses encontraram bananeiras produzindo naturalmente, sem que fosse necessário plantá-las. Durante a colonização, era comum encontrar a fruta em propriedades agrícolas e quintais, pelo simples motivo de que as bananeiras são plantas de fácil cultivo em climas quentes e úmidos. A abundância fez com que a fruta não atingisse altos valores comerciais, e assim a banana virou sinônimo de produto barato.
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